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Sozinha sim, chuchu! Solitária, jamais!

Eu não sei se é porque voltei aos estudos, se é porque tenho lido algumas feministas, se é porque meu último namoro foi bem traumático…não sei bem o que é. Mas o fato é que a cada dia que passa ando cada vez mais feminista, dessas bem radicais, a ponto de menosprezar todo e qualquer tipo de homem.

Veja bem, não é que eu esteja me declarando oficialmente lésbica. Vamos combinar que entre ter imensa preguiça dos homens e passar a gostar sexualmente de mulheres tem um caminho bem longo.  Mas é que quando eu vejo manifestações machistas como a do policial canadense que disse que as mulheres deveriam parar de se vestir como vagabundas se não quisessem ser estupradas, ou como as dos integrantes do CQC que dizem que se está fazendo um favor ao estuprar mulher feia, ah, meo…eu perco total a fé, sabe? hahaha

Eu sei que tem gente legal por aí. Eu sei que tem homem menos machista (duvido que exista algum completamente isento do machismo, contudo). Eu sei que no meu meio, entre as pessoas com quem convivo, o machismo é mais light, por assim dizer. Mas vamos combinar que deve ser uns 2% da população mundial, né?

Daí que quando eu penso que meu ex-namorado vai casar com uma adolescente sobre a qual ele tem total controle (eu fui muita areia pro caminhãozinho dele, #prontofalei), que um cara que conheci uma vez segurava minha mão na hora de atravessar a rua, que o outro quis pagar a conta do bar pra se dar de gostoso com grana, ah, meu! que preguiiiiçaaa de querer começar qualquer coisa, saca??

Então eu fico ÓTEMA sozinha, feliz e contente com as minhas lindas amizades, minha amigas queridíssimas com quem casei sem comer antes.

“Ah, mas no friozinho, alguém com quem dormir juntinho, ir ao cinema, ah, é tão gostoso…” É, é sim, até ele começar a reclamar do seu pé gelado, da sua tosse eterna por causa do tempo seco, dos filmes que vocês escolhe pra ver, da pipoca que você quer comer, e você começar a achar aquela coisa que te atraiu no começo o maior defeito da pessoa. Ou vai me dizer que aquele cara ultra inteligente, que gosta dos filmes mais cabeças, dos livros mais interessantes, que ouve as músicas mais bacanas, depois de um tempo não vira um pedante chato que adoooora mostrar que sabe mais que você? Hein? Hein? Quem nunca? hahaha

Tá, tá, eu sei que o contrário também é verdadeiro e que tudo isso que eu falei também acontece com as mulheres, em relacionamentos héteros, gays e lésbicos. Mas a ideia era ilustrar a junção entre machismo (início do post) e dificuldades do dia-a-dia (parágrafo anterior).

Daí eu continuo me perguntando: pra que, céus, pra que???

Pra que, se eu posso ir ao cinema, ver o filme que eu quiser, a hora que eu quiser, sem querer tentar agradar o rapaz? Pra que, se eu posso ligar o aquecedor se meu pé estiver gelado? Pra que, se eu posso sair de ou ficar em casa sem ter que perguntar o que ele quer fazer? Pra que, se eu consigo atravessar a rua sozinha? Pra que, se graças à minha inteligência eu consigo trabalhar e pagar a minha conta do bar? (Aqui fica só a ressalva de que, se um dia eu casar e por um acaso ganhar menos que meu marido, não, eu não vou me importar dele pagar mais nas contas de casa. Afinal, existe uma coisa chamada “capacidade contributiva”, e se ele ganha mais, que pague mais. Taí meu feminismo: vou sofrer pra pagar igual se ganho menos? No way!)

Então, só pra concluir, você me diz: “Ih, Mari, você vai morrer sozinha…” Daí eu te respondo: “Sozinha sim, chuchu. Solitária, jamais!” Hahah

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