pedras no caminho


Ultimamente tenho pensado nessa história de escolhas e decisões. Nunca fui muito da galera da “ação”, que acha que o sujeito está no controle de tudo, e também nunca achei que somos completas marionetes de uma chamada “estrutura”. Na verdade, eu continuo no meio do caminho, como tudo na vida. Eu sempre fico no meio do caminho. Sabe aquela pedra de Drummond? Pois é, parece que eu a encontro em todos os meus caminhos.

A questão é: será que essa pedra é colocada no meio dos meus caminhos, ou sou eu quem a coloco lá? É muito louco como eu sou capaz de começar uma coisa na vida e depois simplesmente desistir. Ou talvez eu não devesse chamar de “desistência”, mas de “unfinished business”. Um exemplo simples? Um cachecol que comecei a tecer há 2 anos e ainda não acabei. Ou os colares que fazia há uns 5 anos e ao que nunca mais dei continuidade.

No quesito “vida”, por assim dizer, é verdade que nem tudo ficou para terminar. Terminei a escola e a faculdade, por exemplo. Mas desde que voltei do Canadá, a sensação que eu tenho é que tudo o que eu começo eu simplesmente não consigo terminar (salvo o curso de licenciatura que, gosh, foi bem difícil terminar). Parece que todas as portas que se abrem pra mim eu insisto em fechar.

E então eu olho pra frente e tento ver novos horizontes, novos caminhos abertos – e eles até existem. Mas então começo a me perguntar: quando é que vou colocar – ou serão colocadas – novas pedras no meio dos meus caminhos? E a pergunta que mais me angustia: será que vale a pena continuar?

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